Mostra realizada pelos Pontos de Cultura COEPi e Camerata Caipira, em parceria com a produtora Audiovisuwow, teve três documentários, conversa com personagens retratados e pocket show, no dia 30 de setembro de 2026

Tem eventos que alimentam nossa alma e deixam os corações quentinhos. Nesta quarta, dia 30, foi desse jeitinho. O prédio histórico do Cine Brasíllia já nos recebeu com aquele letreiro tradicional em caixa alta: MOSTRA GOIANA MEIA PONTE PÉ RACHADO e ali foi a emoção foi tomando conta. No saguão, foi chegando um monte de gente querida, amigos de várias épocas, famílias e parceiros, um clima de reencontro, de saudade, de carinho, de curiosidade, de ansiedade, tudo junto e misturado. 

Enquanto aguardávamos a chegada dos mestres, Isabella Rovo fez as honrarias de abertura contando um pouco da trajetória da COEPi e contextualizando como a MOSTRA acabou tomando forma. Eis que, parecendo até ensaiado, surge Mário descendo as escadas daquele cinema monumental, sem ideia da dimensão que isso poderia ter e manda seu recado, firme e certeiro como bom catireiro. Sincronizadamente de improviso, chega Dona Marieta, sempre elegantérrima e do alto de seus quase 90 anos, recita seu poema da Ponte de Pirenópolis, já conquistando a plateia antecipadamente. De algum canto sublime, Isaías também esteve ali, feliz com a presença de sua família e abençoando a noite que deixaria toda a plateia em estado de graça com a genialidade de sua obra.

Por fim Gabriel, editor dos três documentários, parceiro nessa empreita, arrematou a abertura homenageando seu avô, Sebastião Aurélio Rovo, candango, frequentador do Cine Brasília num tempo que era necessário alumiar o trajeto pelas calçadas com lanterna, pois ainda não haviam postes de iluminação pública na capital em construção. Avô que presentou Gabriel com sua primeira câmera, despertando sua paixão pelo ofício de captar e contar histórias.

Lágrimas enxugadas, luzes apagadas e por uma hora a plateia mergulhou sem pausa nas histórias dos três mestres. Entre risadas, suspiros, silêncios e aplausos. Uma emoção imensa…          

Pra fazer ecoar o momento mais um bocadinho, o grupo Camerata Caipira compartilhou um momento musical no foyer do Cine, que generosamente toparam estar junto, assim como as diretoras da COEPi, Juliana Bernardes e Patrícia Ferraz, e ainda Tadeu Costa, que fazem parte da história desse espaço cultural incrível que completa 30 anos, e que cuidaram com carinho para que os mestres pudessem chegar de Pirenópolis à Brasília para vivenciar esse momento tão especial.

Agradecemos especialmente a Keila e Tadeu, que através da Capela de São João Menino, puderam dar vazão à toda inventividade do Isaías, e que apoiaram o processo de produção deste filme, fazendo a ponte com sua família, com a busca por outras imagens em vídeo e foto, com a revisão das legendas e a divulgação intensiva da Mostra.

Agora os três documentários já estão disponíveis no canal de youtube da coepi.pirenopolis na playlist MEIA PONTE PÉ RACHADO, e lançados para que todos possam ter acesso a esse patrimônio imaterial brasileiro.

Isaías – Arte Barroca no Cerrado

Marieta – Naqueles Tempos

Mestre Mário e os Caminhos da Folia

Na playlist Meia Ponte Pé Rachado você também pode conhecer a história de outros Mestres Populares de Pirenópolis:

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